Reforma Tributária na prática: 16 perguntas que todo empresário precisa saber responder

Publicado por Equipe Orientar em

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Em agosto de 2026, a Orientar apresentou na Sede Administrativa do Sicredi Parque das Araucárias a palestra “Reforma Tributária — 16 perguntas que todo associado precisa saber responder”. O material completo está disponível para download no fim deste post. Abaixo, um resumo dos sete blocos.

1. O novo sistema: IVA Dual

Mais do que trocar impostos, a Reforma muda o conceito: o tributo deixa de ser cobrado na origem e passa a ser cobrado no destino, sobre o valor agregado, com crédito amplo em toda a cadeia. Saem ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI; entram CBS (federal, ~9,3%), IBS (estados e municípios, ~18,7%) e o Imposto Seletivo. A alíquota-padrão somada estimada é de ~28% — mas com crédito amplo, fim da cumulatividade e reduções de 30%, 60%, 70% ou alíquota zero para diversos setores.

2. Impacto por setor

A regra prática: quanto mais insumo com crédito a atividade consome, melhor ela sai; quanto mais folha de pessoal, maior o impacto. A indústria tende a ganhar, o comércio fica neutro, serviços tendem a pagar mais (com mitigação para profissões regulamentadas, saúde e educação), e agro e construção têm regimes protegidos.

3. Agronegócio

Produtor com receita acima de R$ 3,6 milhões/ano já é contribuinte de IBS/CBS desde 01/01/2026 — e sócios em várias empresas rurais somam faturamentos. O produtor pessoa física contribuinte precisa do CNPJ técnico (inscrição vinculada ao CPF, sem criar empresa) a partir de julho/2026. A decisão Regime Regular × não contribuinte é a escolha tributária mais importante do produtor em 2026 — e se faz com simulação.

4. Imóveis

Toda PJ que opera com imóveis é contribuinte. Pessoa física só se for “profissional”: locação acima de R$ 240 mil/ano e mais de 3 imóveis alugados. Venda de imóveis com redução de 50% (~14%), locação com redução de 70% (~8%). Incorporadoras: inventário de imóveis até 31/12/2026 e decisão sobre o RET até 31/12/2028.

5. Sucessão patrimonial

O Paraná ainda cobra ITCMD a 4% fixo, mas a LC 227/2026 obriga os estados a adotar faixas progressivas de até 8% sobre valor de mercado. Quem antecipar a sucessão em 2026 transmite a 4% sobre os critérios atuais.

6. IR de altas rendas e patrimônio no exterior

Desde janeiro/2026: isenção até R$ 5 mil/mês, retenção de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil/mês por empresa, e IRPF Mínimo para rendas anuais acima de R$ 600 mil. Offshores pagam 15% ao ano sobre o lucro, distribuído ou não — e a saída fiscal do país, movimento recorde em 2025–2026, exige execução técnica.

7. Split Payment

A partir de 2027, o imposto é separado no momento do pagamento e a apuração vem pronta do Fisco (Apuração Assistida). Nota certa e caixa planejado são a preparação que não pode esperar.

📥 Baixe aqui o material completo da palestra em PDF — as 16 perguntas respondidas, bloco a bloco.

A Orientar acompanha cada cliente em todas essas frentes — do enquadramento do produtor ao desenho da sucessão. Fale conosco pelo WhatsApp (46) 99922-3993. Estamos em Pato Branco, Guarapuava, Curitiba e Ponta Grossa.


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